Devocional – Oração 12/28

“Os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.”
Isaías 40:31

Senhor, quero tanto fazer
coisas grandes para ti.
Gostaria tanto
de fazer um grande gesto,
fazer algo realmente espetacular.
Algo grande.

Mas não me pedes
que eu faça coisas assim.
Pedes que eu faça
as coisas pequenas e insignificantes
que constituem a minha vida diária.
Não me pedes
que eu faça algo realmente espetacular;
apenas que eu ame o próximo.
Não me pedes
que eu faça algo
absolutamente estupendo;
apenas a rotina,
os afazeres, entra dia e sai dia,
de uma mulher em atividade.
Senhor, quando sinto
que o que estou fazendo
é insignificante
e sem importância,
ajuda-me a lembrar
que tudo o que eu faço
é significativo
e importante
a teus olhos,
porque tu me amas
e me pões aqui,
e ninguém mais
pode fazer
o que eu estou fazendo
exatamente como faço.
E, Senhor,
acredito que seria melhor te agradecer
por não pedires nada
extraordinário de mim.
Quando penso seriamente a esse respeito
não sei na verdade
se estaria à altura.

Obrigado, Senhor,
por conheceres minhas habilidades e aptidões.

Excerto do livro “Convite à Solitude”, de Brennan Manning.

Madalena Henriques

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Devocional – Oração 11/28

5 “Quando orarem, não façam como as pessoas fingidas que gostam de orar de pé, nas sinagogas e às esquinas das ruas, para toda a gente as ver. Garanto-vos que essas pessoas já receberam a sua recompensa. 6 Tu, porém, quando quiseres fazer oração, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai que está presente sem ser visto. E o teu Pai, que vê o que se passa em segredo, há de recompensar-te. 7 Quando orarem, não usem muitas palavras, como fazem os pagãos, que pensam que é por muito falarem que serão mais facilmente ouvidos. 8 Não sejam como eles pois o vosso Pai sabe muito bem do que vocês precisam, antes de lho pedirem.”
Mateus 6:5-8

Quando Jesus ensinou os discípulos a orar foi tremendamente subversivo. De tal forma que, volvidos 2000 anos, ainda não acatámos o ensino.
Jesus disse para orarmos sem grande aparato, encontrarmos um lugar intimista, sermos económicos em palavras e não picarmos uma “check list” de pedidos.
Parece que Jesus está a dizer que, orar tem que ver com um relacionamento e não com uma performance. Com um encontro e não com um rito. Com uma ligação afetiva e não com uma relação utilitarista.

James Houston, sumptuosamente, escreveu: “Orar é muito mais do que conseguir da divindade aquilo que desejamos; é exercer um relacionamento de amizade com Deus.”
Mergulhemos nós, através da oração, nesta relação singela com o Deus Aba – aquele que deseja envolver-nos nos Seus (a)braços ternurentos e contar-nos uma história. Amém.

Ricardo Martins

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Devocional – Oração 10/28

5 Procedam com prudência em relação aos que não são crentes e aproveitem bem as oportunidades. 6 Que a vossa conversação seja sempre agradável e com interesse, sabendo dar a resposta exata a cada um.
Colossenses  4:5-6

Cada dia traz-nos oportunidades. Hoje é um dia de oportunidades. Que os nossos olhos estejam atentos!

Senhor, abre os olhos do meu entendimento. Que eu possa aproveitar cada oportunidade para demonstrar um pouco de quem Tu és. Para que, através do Teu amor revelado em mim, outros possam desejar conhecer-Te.
Milena Fidalgo
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Devocional – Oração 9/28

26 Mas o Defensor, o Espírito Santo que o Pai vos irá enviar em meu nome, há de ensinar-vos tudo e fará com que recordem tudo o que eu vos ensinei. 27 A paz vos deixo, a minha paz vos dou. Mas não a dou como a dá o mundo. Não se preocupem nem tenham medo.
João 14:26-27

13 Quando vier o Espírito da verdade, vai guiar-vos em toda a verdade. É que ele não falará por si próprio, mas comunicará o que lhe disserem e anunciar-vos-á as coisas que ainda estão para acontecer.
João 16:13

Viver uma paz incompreensível

Algumas vezes na vida passamos por situações que nos podem preocupar e abalar.
Aí, no diálogo com Deus, é indispensável:
– Derramarmos o nosso íntimo diante d’Ele,
– Deixarmos o Espírito Santo relembrar-nos do que já nos foi ensinado e guiar-nos em toda a verdade.
– Estarmos gratos pelo Seu amor por nós.
Então, a inquietação é substituída pela paz de Deus e os nossos pensamentos e sentimentos vão-se alinhando com os de Jesus Cristo. Assim, experimentamos uma paz que não dá para compreender, que não depende das circunstâncias.

Nicha Henriques

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Devocional – Oração 8/28

14 De caminho viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de cobrança de impostos e disse-lhe: «Segue-me!» Levi levantou-se e foi com ele.
Marcos 2:14

Em silêncio digo-te “sim” e vou!
Sei que não estou à altura, isto torna a entrega mais difícil, porque não tenho nada para trocar, Tu dás e eu recebo. O Teu filho naquela cruz, eu com o martelo na mão e bati (ainda bato), desvalorizo, fujo, ainda guardo e Tu ainda recebes!

Olho para cima e oiço-Te! A cruz chama-me e fala-me de pertença, sou tua, guia-me para perto, próximo do Teu coração, para ver se aprendo que, em Ti, posso descansar, em Ti há tudo o que preciso!

Hoje, volto a casa, arrependo-me e olho para Ti. Quero estar perto!

Bianca Ascenção

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Devocional – Oração 7/28

“Peço, em primeiro lugar, que todos façam a Deus orações, pedidos, súplicas e ações de graças por todos. Orem pelos que governam e exercem autoridade, para podermos viver em paz e sossego, louvando a Deus com dignidade e com todo o respeito. Assim é que deve ser e esta é a vontade de Deus, nosso Salvador. Ele quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. É que há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, que é homem e deu a vida por todos. Esta foi a mensagem que Deus revelou na altura própria. É disto que eu fui nomeado mensageiro, apóstolo e mestre, para ensinar a fé e a verdade aos não-judeus. Digo a verdade; não digo mentiras. Quero pois que os homens, ao fazerem oração em qualquer lugar, o façam erguendo as mãos puras, sem ódios nem intrigas.”

1 Timóteo 2:1-8

Orando por Todos
A Oração é a grande tarefa da Igreja. É um serviço que está na linha da frente no que toca a prestar assistência ao Mundo. Quando a Igreja ora, como comunidade, não deve estar limitada às pessoas da sua comunidade mas deve alargar-se a todos os que estão fora dela, até aos que estão contra a própria comunidade. Não esqueçamos que somos chamados a ser pessoas que oram pelos seus inimigos.

retirado de “A Year with God: Living Out the Spiritual Disciplines – by Julia L. Roller & Richard J. Foster

Hoje, enquanto meditamos sobre a oração como forma de petição em favor do Mundo, reflitamos por uns momentos nesta citação:
“Nós somos o corpo de Cristo aqui na Terra, somos as Suas mãos, somos os Seus pés; É com os nossos olhos que, através d’Ele, vemos o mundo com compaixão, é com os nossos pés que vamos pelo mundo fazendo o bem e nossas são as mãos que Deus abençoa para repartir com os que nos rodeiam.” – Teresa de Ávila

Miriam Macaia Martins

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Devocional – Oração 6/28

“6 Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; 7. lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”

1 Pedro 5:6-7

Quantas vezes já ouvimos alguém aconselhar-nos, em alturas de muita pressão, a lançarmos a nossa ansiedade sobre Deus, porque Ele cuida de nós? Afinal, a Bíblia assim o diz! Pois…Muitas vezes, certo? Tantas que porventura este versículo e outros semelhantes tornaram-se pouco mais que chavões. No fundo, não acreditamos que seja realmente assim.
E porquê? Porque nos parece demasiado simplista e impessoal, uma fórmula mágica para qualquer situação, mas que choca com a realidade prática da vida. E de facto é impessoal, é simplista. É, se o texto não for enquadrado numa vivência contínua de dependência de Deus. Sim, é isso que transforma versículos em chavões, a separação entre as palavras no livro e o Espírito que lhes dá sentido e as torna vivas.
Se recuperarmos essa forma viva de viver a nossa fé, se nos voltarmos a deslumbrar com Deus e não apenas com coisas, ainda que relacionadas com Ele; se sairmos de casa de manhã antes de começarmos a trabalhar, ou num intervalo depois do almoço (quando o cérebro teima em não funcionar) e olharmos para a criação de Deus – pessoas, animais, plantas, Vida! – e nos deleitarmos só pelo facto de estarmos na Sua maravilhosa presença…quando orarmos sem cessar porque temos a consciência e o desejo da presença permanente de Deus em nós e ao nosso redor… quando nos alimentarmos da Bíblia como o livro que nos mostra Jesus… aí a ideia contida no versículo-chavão virá como um fruto natural da comunhão! E é então que ganhamos uma nova perspetiva: de facto, as nossas preocupações são secundárias; o Centro é Cristo.
Há realmente coisas terríveis que podem vir à nossa vida, por isso, as nossas preocupações são naturais. Mas por muito negativas que sejam todas as coisas más que nos podem acontecer, por muito fundamento que tenham os nossos medos e preocupações, ainda assim, a maior desgraça de todas será perder de vista Cristo e a comunhão com o Deus que está sempre conosco. Este Deus é soberano no meio de todas as catástrofes e incertezas que possam fazer parte da nossa vida.
Ainda que, quando buscamos o Seu Reino em primeiro lugar…Ele cuida de nós, segundo a Sua vontade e muita coisa também vai correr bem! Afinal, diz-nos o autor de Provérbios, pelo ‘temor-do-Senhor’ os homens se desviam do mal*!
Então, vamos recuperar o nosso foco, mergulhar na comunhão com Deus em oração – partilhando continuamente o nosso coração com o nosso Pai – e na leitura da Palavra de Deus, a Bíblia  – conhecendo a natureza e o caráter do nosso Pai e do Seu Filho, que Ele enviou para nos resgatar do pecado, do medo, das trevas.
Deslumbremo-nos com este Deus maravilhoso, lançando sobre Ele toda a nossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de nós!

**Provérbios 16:6

Joel Oliveira

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Devocional – Oração 5/28

“1 Após a morte de Eúde, o povo de Israel desagradou novamente ao Senhor. 2 E o Senhor entregou-os a Jabin, rei de Haçor, cidade cananeia. O comandante das suas tropas chamava-se Sísera, que morava em Harochet-Goim. 3 Jabin tinha novecentos carros de ferro. Ele oprimiu o povo de Israel com crueldade e violência, durante vinte anos. Então clamaram ao Senhor, pedindo auxílio.
4 Débora, mulher de Lapidot, era profetisa e era, naquela altura, juiz dos israelitas. 5 Costumava sentar-se debaixo de uma certa palmeira, entre Ramá e Betel, nas colinas de Efraim, e o povo de Israel deslocava-se ali, para lhe apresentar as suas questões a julgamento. 6 Certo dia Débora mandou chamar Barac, filho de Abinoam, de Quedes em Neftali, e disse-lhe: «O Senhor, Deus de Israel, ordena-te o seguinte: “Leva três mil soldados das tribos de Neftali e Zabulão e vai ao monte Tabor. 7 Eu farei com que Sísera, comandante do exército de Jabin, venha combater contra ti, junto à torrente de Quichon. Embora ele possua carros e soldados, hei de dar-te a vitória.”» 8 Então Barac respondeu: «Se vieres comigo, eu vou; mas se não vieres, não vou.» 9 Débora replicou: «Está bem, irei contigo, mas a glória da vitória, na jornada que vais empreender, não será para ti, porque o Senhor entregará Sísera nas mãos de uma mulher.» E assim Débora partiu com Barac em direção a Quedes.
10 Barac convocou as tribos de Zabulão e Neftali para irem a Quedes e reuniu dez mil homens. Débora ia com ele. “

Juizes 4:1-10

É tempo de incentivar!

Um bom incentivo leva-nos ao sítio certo.
Num tempo em que Israel estava a ser oprimida pelos cananeus, houve uma mulher, chamada Débora, que ousou acreditar e incentivar um outro líder, Barac, a lutar contra os cananeus e a trazer a libertação ao povo Judeu. Juízes 5.1
Algumas vezes, um incentivo, dito no momento oportuno, é a oportunidade de Deus se revelar e transformar a vida daqueles com quem nos cruzamos.

“animem-se uns aos outros continuamente, enquanto dura o dia de «hoje». Procedam assim para evitar que alguém no vosso meio se deixe levar pela sedução do pecado.”

Hebreus 3:13

Cláudia Gomes

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Devocional – Oração 4/28

“Depois Jesus subiu a um monte, chamou para si aqueles que entendeu e estes juntaram-se a ele. Então nomeou doze para o acompanharem e para os enviar a pregar a boa nova.”

Marcos 3:13-14

Os rabinos antigos tinham um ditado para os discípulos: “Cubram-se com a poeira dos pés do vosso mestre”.
Este ditado assemelha-se à caminhada com Jesus, onde o desafio é: tornamo-nos semelhantes a Ele. É por isso que Jesus chama os discípulos a estarem COM Ele, porque a proximidade gera intimidade e é na intimidade que somos transformados.
Que este seja o nosso desejo, andar tão próximos do Mestre para que sejamos transformados, e conhecermos os planos que tem a nosso respeito.

Baseado em “Poeira” – Ed René Kivitz

Sara Martins

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Devocional – Oração 3/28

“Ele [o Pai] corta todos os ramos que em mim não dão fruto, e limpa os que dão fruto, para que dêem ainda mais.”

João 15:2

É curioso que o facto de dar fruto para Deus implica que Ele precisa de podar-nos, para que possamos dar ainda mais fruto. É como se o excesso do “eu” limitasse a quantidade e qualidade do fruto que podemos/devemos dar. Assim, a vara (eu), precisa constantemente de ser podada, para que a videira consiga transmitir a vida necessária inerente à produção do fruto. É um processo contínuo, difícil e doloroso, mas indispensável para que o meu “eu” não consuma o alimento destinado ao fruto.
Podemos definir “fruto” como sendo a reprodução do caráter divino, partilhado com o outro através da minha vida, isto é, o facto de eu ter intimidade com Deus faz com que a minha relação com o outro lhe “empreste” a possibilidade de conhecer este Deus amoroso, compassivo, cheio de graça e bondade.
Mais à frente, no versículo 5, Jesus afirma que, “sem Ele, nada podemos fazer”, isto é, sem Ele, não damos fruto! Podemos trabalhar para Ele, fazer coisas por Ele e em nome Dele, etc. mas, dar fruto, limita-se à condição de estar intimamente ligado a Ele!
O que podemos fazer, então, para estar intimamente ligados a Ele? Existem vários caminhos: a oração, a meditação, o louvor e a leitura da Sua palavra são apenas alguns exemplos. Creio, no entanto, que o segredo não reside no fazer, mas sim no estar e no ser, que logo se desenvolve em ação. Ou seja, não faço para ser; faço porque estou e sou intimamente ligado a Ele. Assim, a ação é uma consequência de quem sou e da posição que tenho em Cristo e não vice-versa.

Paulo Nunes

acasadacDevocional – Oração 3/28