“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. Este não é apenas um versículo bonito que usamos como elemento decorativo nas nossas casas. Nestes dias temos conseguido vê-lo materializado mesmo à frente dos nossos olhos. Deus deu-nos o privilégio de receber e alojar, até à data, 13 famílias vindas da Ucrânia – num total de 49 pessoas.
Estas famílias estão já a ser acompanhadas e a tratar da documentação necessária para que possam encontrar emprego em breve. Na verdade, têm-nos chegado algumas ofertas de emprego que poderão vir a adequar-se a algumas destas pessoas, o que seria um passo tremendo no seu processo de adaptação a esta nova realidade.
Ao longo da semana, deparámo-nos com o desafio de encontrar roupas com tamanhos maiores para as crianças acolhidas, mas, para não variar, Deus provou a sua fidelidade – não só através da generosidade de pessoas da Casa, como também da comunidade em geral (grupos de pais das escolas, por exemplo).
Além da roupa, temos recebido vários donativos de alimentos, produtos de higiene, medicamentos e até mobiliário, para podermos fazer face a algumas das necessidades mais prementes de quem vai chegando.
Alegra-nos profundamente testemunhar a beleza de nos suportarmos uns aos outros em amor.
acasadacJá estão instaladas as primeiras famílias ucranianas acolhidas pela Casa
Estima-se que, desde o início da guerra, perto de três milhões de ucranianos já tenham abandonado o seu país em busca de um pouso seguro. Sendo Portugal, e concretamente Lisboa, um dos locais procurados para refúgio, A Casa da Cidade está empenhada em criar uma rede de habitações de acolhimento onde as famílias que chegam possam viver com a máxima dignidade possível. Hoje, falamo-vos precisamente de um desses espaços.
Uma família da nossa comunidade decidiu ceder um espaço próprio, situado no concelho de Loures. A infra-estrutura carecia de alguns trabalhos de construção para ficar apta para acolher uma família com três ou quatro filhos. Um simples apelo lançado durante a Celebração de 6 de Março foi suficiente para conseguirmos as mãos que eram necessárias para levar estes trabalhos a bom porto.
Os voluntários manifestaram-se no final do culto e os preparativos arrancaram logo na semana passada. Neste momento, encontram-se já montadas as cassetes das portas de correr e a estrutura da qual resultará uma kitchenette – abaixo, deixamo-vos algumas imagens e vídeos do processo. Embora, numa primeira fase, venha a ser habitada por uma família de refugiados ucranianos, esta casa destina-se a quaisquer famílias necessitadas que possam existir no seio da comunidade.
À semelhança desta generosa família, muitas outras pessoas da Casa têm disponibilizado, ao longo das últimas semanas, quartos ou mesmo casas completas para este fim. A todas elas, o nosso profundo e sincero obrigado. É a isto que nos referimos quando falamos em “ser resposta às nossas próprias orações”. Toda a glória para Deus!
acasadacAbrigo para refugiados em fase de preparativos
Pouco passava das 3h da madrugada de 24 de fevereiro, quando o que todos receávamos aconteceu. A guerra irrompeu na Ucrânia, após investida russa decretada por Putin.
Ucrânia e Rússia. Dois países geograficamente longínquos de Portugal, mas que não poderiam estar mais próximos. Afinal de contas, temos o privilégio de pertencer a uma comunidade onde ucranianos e russos partilham muito mais do que um salão de cultos: casa. A Maria e o Andrey são a “Ucrânia e a Rússia” que desejamos ver replicadas no coração deste conflito. Um casal, dois filhos, uma família, enfim, uma história que se conquistou com uma arma bem diferente: o amor de Cristo.
Foi por isso, e pelo nosso desejo de dar uma resposta rápida e capaz a esta crise humanitária, que, logo no dia 24, decidimos divulgar este pequeno vídeo com a Maria e o Andrey, apelando a toda a comunidade – e não só – que se envolva na medida das suas possibilidades. Milhares de pessoas já o viram, mas esperamos que possa chegar a muitas mais.
Além de um compromisso ininterrupto com a oração, continuamos a angariar donativos para a aquisição de bens de primeira necessidade para os que ficam no terreno (alimentos, combustível, geradores eléctricos, filtros de água e tudo o que possa facilitar as vidas familiar e comunitária), bem como para o financiamento de viagens que possam trazer até nós, em segurança, algumas famílias afectadas por este conflito. Para esses que, entretanto, chegarão, estamos a preparar uma bolsa de habitações de acolhimento – um assunto sobre o qual traremos novidades muito em breve, aqui no nosso blog.
Porque igreja faz-se de partilha e relacionamentos, não nos basta uma celebração com um grupo grande ao Domingo. Num grupo pequeno é mais fácil conhecermo-nos melhor uns aos outros e viver próximo de pessoas que, sendo imperfeitas, têm o propósito de se tornarem cada vez mais parecidas com Jesus.
Ao longo da semana mais de 200 pessoas já estão envolvidas num pequeno grupo nalgum dos seguintes locais:
(*) Local Rotativo
Andrey Ivanishchev e Maria Ivanishcheva Póvoa de Santa Iria – Língua russa (*)
Artur e Marina Faneca Alcântara
Bruno e Susete Mira Olivais (*) Olivais (*)
Énio e Ana Rodrigues Vialonga
Francisco e Ana Chaves Leiria Fanhões (*) – Casais
Francisco e Rute Fernandes Santa Iria da Azóia
Helena Pedro Anjos
Israel e Jeisiane Barbosa Lumiar Olivais (A Casa da Cidade) – Pré-adolescentes
Levi e Rita Pires Prior Velho (*)
Mauricio e Martha Breternitz Penha de França (*)
Paulo Cardoso Malveira (*)
Paulo Nunes e Ana Correia Olivais São Marcos (Cacém)
Ricardo e Sara Martins Vialonga Setúbal
Tiago e Rute Alves São João da Talha São João da Talha – Casais Amora
TAMBÉM QUER PARTICIPAR NUM PEQUENO GRUPO?
Os grupos não são todos iguais. Há alguma diversidade em função dos interesses e/ou necessidades de cada participante e, também, nalguns casos, da faixa etária. Os Pequenos Grupos, têm a vantagem de poderem ir ao encontro da realidade mais específica de cada pessoa.
Pretendemos iniciar mais grupos em diferentes locais de acordo com as solicitações e a conjugação das condições para tal.
PEQUENOS GRUPOS ONLINE
Com o surgir da pandemia em março de 2020, tivemos de acrescentar também à vida dos pequenos grupos a experiência online. Não substitui a riqueza dos encontros presenciais. No entanto, sempre que necessário, tem sido uma boa alternativa com algumas vantagens também. Temos, por exemplo, pessoas a participar em pequenos grupos que antes não podiam estar presencialmente por razões geográficas. Alguns estão até fora de Portugal. Também verificamos um aumento da assiduidade de alguns e da regularidade por não ser necessário gastar tempo em deslocações. Conforme a evolução da pandemia, cada grupo vai fazendo as adaptações adequadas ao momento, sempre respeitando a segurança e o bem de todos.
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